Liderança e impulsividade: quais as consequências desse comportamento?

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Dentro e fora do ambiente profissional, se conhecer e saber reconhecer seus pontos positivos e a serem melhorados é um grande recurso para se auto liderar. Neste texto vamos falar sobre a impulsividade na liderança, o quanto ela pode atrapalhar sua gestão de pessoas e busca por resultados e, enfim, como contornar a situação.

Aprender a controlar o próprio temperamento é, definitivamente, uma grande skill de liderança. Inclusive, dominar o sentimento de impulsividade é um dos problemas frequentes que recebemos de gestores na Marka Result.

O motivo é simples: a ação impulsiva atrapalha o caminhar do líder, fazendo da relação entre pessoas e líder algo conflituoso e atrasando a busca por resultados dentro do ambiente corporativo. Vamos dissertar melhor sobre os malefícios de uma liderança impulsiva?

Impulsividade x tomada de decisões

Agir de forma impulsiva atrapalha um indivíduo em diversas situações do cotidiano. No espaço profissional, ainda mais. O líder é o responsável pelo direcionamento das pessoas que coordena, tomando decisões que impactarão não apenas o desempenho do grupo, mas de toda a empresa.

Ou seja: tomar decisões de forma consciente e racional é primordial para garantir a harmonia entre as funções e também para aproximar o time dos resultados desejados.

Se, frente aos desafios, o gestor age de forma impulsiva, os prejuízos podem ser gigantescos.

É importante ressaltar que agir com impulsividade nunca é algo consciente por parte dos indivíduos: geralmente, esta funciona como um ato de libertação, sem que se haja um filtro interno de pensamentos.

A pressão da liderança

A pressão suportada pelos gestores também pode contribuir para gerar situações estressantes, agravando esse mecanismo.

Por exemplo: aceitar um trabalho que sua equipe não tem conhecimentos técnicos o suficiente para entregar ou dizer que consegue entregar determinada demanda em um prazo curto demais, por pura impulsividade – e pressão – sobrecarrega a equipe, deixa as pessoas infelizes com sua postura de liderança e prejudica gravemente o clima organizacional.

Tal situação é bastante comum no mundo corporativo, certo? Sabemos disso. Mas como, então, driblá-la?

Primeiramente, raciocinar com calma antes de dar uma resposta ao cliente ou ao seu superior. Não é vergonha admitir que o prazo estipulado não é passível de ser cumprido ou que sua equipe não tem recursos para entregar determinado trabalho.

Acima de tudo, o líder deve pensar coletivamente: não é apenas seu nome que está em jogo, mas de suas pessoas também. Não é tarefa fácil, mas é o papel do líder assertivo.

Líderes, pessoas e consequências

A impulsividade também é a vilã da razão, em muitos casos. Agir sem pensar pode colocar suas pessoas em situações desconfortáveis e injustas e, por isso, esse tópico merece atenção extra por parte dos líderes.

Vamos a um exemplo prático? Um de seus colaboradores te diz que não entregou o trabalho no tempo estipulado por incompetência de outra pessoa, do mesmo time, também liderada por você.

O trabalho que não foi entregue será cobrado de você pelos seus superiores e não há mais tempo para concluí-lo dentro do prazo.  Tomado pelo nervosismo e sofrendo com as pressões da liderança, você decide afastar o colaborador em questão do time, sem sequer questioná-lo sobre o ocorrido.

Claramente, essa é uma reação impulsiva. As consequências disso para as pessoas envolvidas são muitas: perda de confiança, motivação e conflitos no ambiente profissional.

Quando a impulsividade se une à agressividade, um novo problema surge: possíveis situações de risco para pessoas da empresa.

Como lidar com a situação?

Conhecer os traços da sua personalidade que precisam de melhorias já é um ótimo primeiro passo para melhorar seu desempenho enquanto líder – e também enquanto ser humano.

Faça uma rápida reflexão: você já se comportou de forma agressiva frente a situações profissionais? Já reagiu a críticas de forma exagerada?

Se alguma dessas respostas for sim, é hora de trabalhar essa questão em você mesmo. A insegurança é um dos pontos catalizadores desse tipo de sentimento nas pessoas e, nesse sentido, capacitar-se enquanto gestor e dividir experiências com outros líderes pode ser uma boa pedida.

Nestes casos é interessante buscar o autoconhecimento por meio de ferramentas e/ou profissionais especializados, visando identificar quais competências podem ser trabalhadas e quais podem ser potencializadas, o que também pode trazer grandes melhorias em sua forma de comunicar-se com o outro.

E aí? Gostou desse conteúdo? Quer dividir alguma experiência pessoal com nossa equipe? Deixe seu comentário aqui embaixo. Adoraríamos interagir com você!

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